Acho que este é um daqueles momentos da vida em que se sente como em uma rede, vendo o sol morno bater enquanto calmamente você existe em volta do todo. Ou como em um barco curtindo as coisas da calmaria - não necessariamente mortal, mais necessariamente inspiradora. Escrevo então com a displicência de quem somente observa o tempo passar. Assim como a brisa suave que não te tira do lugar onde está... Somente existe ali pra te lembrar como se ocupa um espaço. Assim calmo, assim suave, assim espera do que nem sei. Porém não espera daquilo que espero, não espero nada e recebo tudo com meus olhos moles de preguiça. Tanto o sol que se encosta calmo na tarde quanto as lembranças que já não importam mais. Presente. Dá pra meditar sem transcender; é só respirar ao sabor da passagem das coisas e assim, calmamente, apreciar o quilate do céu azul cor de luz do sol.
terça-feira, 3 de março de 2015
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