"Porque eu não sou as coisas e me revolto. Tenho palavras em mim buscando canal, são roucas e duras, irritadas e enérgicas, comprimidas há tanto tempo, perderam o sentido, apenas querem explodir"

terça-feira, 29 de março de 2011

Grandes, pequenos, de pé, de joelhos

Abaixo a reprodução de um e-mail que enviei, sobre uma conversa muito bacana que acabei de ter.
Que tem muito a ver com meu momento atual, e que pode me ajudar a entender muitas coisas:


"os problemas vem de encontro
com a vontade de enfrenta-los
a diferença de estar de joelhos e se lenvar
levantar*
é:
se sentir inferior - se sentir igual
q nem acontece com o preconceito
que faz com que veja as pessoas de joelho de ante dela "



Acho que quando vemos os problemas de longe,
temos a impressão de que somos menores

O simples enfrentar já diminui o tamanho do problema
consideravelmente...

Eu não diria se sentir inferior X igual, mas sim: se sentir
incapaz ou capaz.

Quanto ao preconceito,
acho que já vai por outra linha:
é o caminho oposto, o errado é se sentir acima,
e ver os outros abaixo.

Bem, como sempre o melhor caminho é o do meio,
o do equilibrio ^^ O do ver exatamente quem somos
e do que podemos, diante dos outros e das coisas.

Falando nisso, lembra do texto budista? :)

Beijos


Ps: voltar ao equilíbrio é uma arte de pouco a pouco... ;)

segunda-feira, 21 de março de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

O que te move?

A variedade imensa de possibilidades no mundo de hoje assusta e pode desviar quem se atreve a mergulhar nesse caos. Parecem ser muitos os valores desencontrados, muitas as opções de vida e de existência, mental e espiritual. Somos levados a seguir um ou vários modelos de sucesso sem saber de onde vêm extamente, e pra onde vão nos levar...

Temos o mundo como um grande supermercado, escolhemos, descartamos coisas que não nos servem, vestimos a camisa, a jogamos fora, isso de um ano a outro, de um momento a outro. Parecemos seres ávidos e de um desespero imenso por alguma coisa que realmente nos guie, por uma base que muitos perderam e que era da religião, dos valores mais tradicionais, que hoje são visto no mínimo com extrema desconfiança.

Sem um guia, andando numa estrada como mortos-vivos sem ter pra onde ir, temos muito e muito pouco. Quase tudo e quase nada. Porque eu me pergunto no meio dessa imensidão de possibilidades onde NÓS estamos? O capital entrega um mundo de consumo mas não nos deixa ver-nos. Temos tanto fora e tão pouco dentro. Buscamos tanto construir nossa vida a partir de modelos externos e nos esquecemos de construir nosso interior.

E Até pra nossa alma há elementos de consumo - livros de auto-ajuda existem a rodo por aí- porém siguem sendo elementos externos para satisfazer algo que não é satisfeito de fora para dentro. Nosso crescimento não se resume a uma fagocitose de citações e entendimento lógico de ideias, mas se desenvolve indiferente a tudo lá fora. Independente do que nos é oferecido, é de dentro, a partir do dentro e para dentro que ele cresce, (se desenvolve, tira suas próprias conclusões, estabelece parâmetros de vida, age modificando o mundo que o cerca). Não segue padrões externos. Não tem nada a ver com o que nos é oferecido. É um evento único, um fenômeno bem pessoal. Não há jogada de marketing que consiga alcançar isso.

Posto isso, já que evoluir significa olhar pra dentro e buscar o PRÓPRIO paradigma - que nenhum meio exterior pode nos dar - sigo pensando que, se somos únicos em essência como estabelecer um padrão, algo a nos ater, a nos agarrar, como saber se o que fazemos é certo?

As ações são várias. Os resultados, quase infinitos. Uma coisa leva a outra e assim indefinidamente. Os pensamentos seguem a mesma lógica. E muitas vezes a mesma iniciativa pode ser boa ou ruim. Pode construir ou destruir. Então?

Acho que a primeira pergunta a se fazer é a seguinte: o que nos move? O que nos move a agir de determinada maneira, pensar determinada coisa, ser outra? Se o que nos move é a ganância, o provimento próprio em detrimento dos outros, ou a raiva, ou a preguiça, ou o amor incondicional.

Se o sentimento que nos move é negativo, todo o resultado de coisas vai ser. Se o que nos move é egoista, não adianta o que vai ser feito ou pensado, o resultado será desastroso. Pode não o ser hoje, agora, mas as coisas reberveram no espaço e um dia nos mostram o resultado. Não adiantam belas palavras, se o que nos move é a raiva. Não adiantam boas ações, se o que nos move é vaidade. São eventos que caem no vazio.

Se o que nos move é positivo, todo o resto vai ser. Se o que me move é o amor, posso usar palavras duras ou frustar pessoas, mas esses serão aprendizados indispensáveis para o outro. Se o que me move é a paz, a generosidade, colherei frutos, os outros colherão meus próprios frutos, evoluirei e ajudarei os outros a evoluirem. Se o que me move tem raízes nos meus próprios valores autruistas, nada me será roubado. Mesmo usando uma roupagem não muito amigável, se o que me move é bom, tudo vai ser.

Posso passar noites sem dormir, deixar coisas a fazer, fazer tudo de uma vez, repensar valores, jogar coisas fora, comprar coisas, me desfazer do passado, relembrá-lo, amar, deixar de amar, começar algo, terminar tudo. O que importa, pra início de conversa, é o que me move a fazer tudo isso.

Tudo nasce de nós e morre a partir da gente. Nós construimos o mundo, o nosso e o de todos. Tudo é impermanente como o passar dos séculos, dos minutos, dos segundos. Então, diante de tanto movimento e impermanência, diante de tanta luz e sombra, de tanta dor e alegria, o pano de fundo é o motivo de estarmos aqui. É aquilo que nos move.

O que te move? O que te faz acordar todos os dias, trabalhar, estudar, ter filhos, amar os outros? Sentimentos bons, valores positivos? Ou seguir a mesma orda de mortos-vivos em busca de valores externos, achando que pode encontrar a si mesmo no mundo lá fora?

Conheça-se. saiba quem você é e o que você quer. E o que move teus passos. A partir disso, aí sim, construa a sua vida.

Até.