"Porque eu não sou as coisas e me revolto. Tenho palavras em mim buscando canal, são roucas e duras, irritadas e enérgicas, comprimidas há tanto tempo, perderam o sentido, apenas querem explodir"

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Há algo em mim


_ Com um olhar vazio a transpassar meus passos...

domingo, 18 de setembro de 2011

Sobre coisas leves...

Às vezes é bom escrever sem maiores pretensões...


Hoje no treino fui pensando em covardia e coragem, em como fazer aquilo que posso e tenho medo... Isso é uma regra em minha vida, sempre a sensação de que posso ser mais, de que posso ser melhor... O que me trava? Não sei. Talvez uma sensação negativa, de peso sobre tudo, que não me faz respirar melhor e fazer o que devia.
Solução: ver o mais positivo, o lado bom e leve das coisas que me rodeiam, e confiar mais...Auto-confiança...

Será que foi ela que me travou? E aí penso na ansiedade que me mata, na preocupação que se traduz em estresse e que não me faz ver a beleza das coisas... E não me faz esperar, relaxar, respirar fundo. Só isso que queria essa tarde: a presença da leveza em tons pastéis, saber que nada me foi quebrado pelo peso do tempo... Remorço, e consciência. Saudade de quem se foi quase sem querer...

E assim vivo esperando asas pra alcançar o céu... Quem quer voar precisa ser leve. Carregar coisas demais te deixa no chão, apenas. Precisamos de mais paz, mais penas nas asas, mais somente nós. Sem preocupações externas. Sentir a brisa e pular. Enfrentar a morte. E reviver, a cada voo. A cada salto.

Sempre que deixo fluir as coisas fluem... Sempre que me deixo levar as coisas se encaixam. Sempre que deixo a evolução de lado a evolução acontece... Sempre que me deixo, algo me empurra.

Coragem e força. Confiança em si mesmo. Não sem medos, mas acima deles. Guiar-se, conhecer-se. Estabelecer caminhos de vida, sem forçar-se. Ver tudo com leveza. E assim voar.








Relaxe... E sinta o sabor do vento...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Arte


Gosto de brincar com as palavras, como brinco com o pastel... Vou brincando, montando imagens, vendo o efeito que fica no papel. Efeito bom, de ar desencontrado e ao mesmo tempo essencial. A vida vai moldando a arte que faço, traço após traço, rima após rima. Nada que desafine o que construo, pois a base da arte é o meu céu.

O essencial é mesmo o incomunicável de um mero relance. Por isso mesmo penso, reflito e escrevo, porque é da arte que brotam as coisas que me interessam. O resto é luxo, e trivial. A arte é o simples e o absoluto. É dela que me nutro profundamente. Não me sinto bem sem a criação das coisas. Sou um pouco Deus. Senhor do meu mundo. Abridor de portas de caminhos infinitos. Me sinto bem com o insondável que de repente se releva. Arte.

E o maior disso tudo? O poder sentir-se acima e dentro das coisas. Acima por vê-las, dentro por senti-las. As visões do todo, fragmentos e totalidades. O Aleph. Nós e o mundo. O mundo em nós. Somente nós no mundo. Arte.

Prego uma visão de completude. Que abarque o céu, o mundo, o outro, nós. Solicitude perfeitamente preenchida pelo verso. Inversos. Imensidões de fora, de dentro, do encontro entre duas distâncias. Ânsias de ser quem não se quer. Arrastada em versos, transversos. Não tenho escolha, sou o meio adverso. A margem que me arrasta. Só.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O melhor de mim, qual é?

Eu quero escolher a verdade.

Será pecado querer andar às margens da vida?
Mas é na margem que nascem as flores.
Pintores, escritores, malditos,
Anjos caídos.
Os que têm demônios na alma são os mais
abençoados.

Queria não ter culpa.
De escolher viver sem dinheiro no bolso
longe dos holofotes.
Um hippie com casa e água encanada.
De saias coloridas compradas no brechó.

"Você merece uma vida melhor"
O que é melhor que o despojamento?
Que a liberdade de ser exatamente
o que se quer?

Quero a intensidade,
não a riqueza.
Quero a completude,
não a perfeição.
Quero seus braços firmes
e não o metal que destrói
sonhos.

Escolhi muito nova.
A reerguer-me.
A estar acima não estando encima
do mundo.

O caminho é árduo.
O orgulho um sentimento constante.
Mas há algo maior
A brilhar no peito.

Que eu escolha a verdade!
A estalar na alma e
permanecer na vida.
O estar realmente viva
Pra mim,
e pros meus próximos.

Pois eu mereço o melhor de mim.
você também...

domingo, 28 de agosto de 2011

Doce

eu: :)
você me acha doce?
pq?
Enviado às 19:08 de domingo
Guilherme: eu acho, ora
gentil, sentimental
essa sua fama de durona é so você que insiste, haha
voce um dia me perguntou algo a respeito
eu não sei da onde você tirou isso
eu: ^^
eu: é uma forma de me proteger do mundo acho...
mas não sei até hoje qual a minha essência e o que uso com escudo
se é o lado gentil ou o durão..

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Estranhamento

Há algo que me incomoda de forma leve... Como uma mosca rondando o espaço.




Mas que toma ares de imensidão na medida em que penso.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Pra ficar guardado num lugar bom...

"Você virá com um copo d'água em uma das mãos. Chinelo,
shortinho desfiado e com aquela camisa que você ganhou naquela vez
em que saímos ano passado, e me chama para fazer um passeio na praia;
e eu sentado no quintal com a mesma roupa de sempre,
te pego no colo e te mostro o que tem no balancar dos galhos,
no bater das ondas...
a simplicidade da vida, a pureza do pensamento:

a minha paz!"


Leonardo R.



Onde eu estiver, vou levar a tua paz comigo...

O que aprendi com você

Acho que nunca alguém me conheceu tanto... E mesmo vendo meu interior, me tratou com amor.


É difícil escrever linhas bonitas depois de uma separação, mas tenho coisas boas a contar sim. Que não se borram com o tempo. Que não embaçam com a dor.

Eu sou uma pessoa diferente. Mais consciente das coisas ao meu redor. Claro que isso é um aprendizado constante. Estou mudando. Sou feita de coisas diferentes de quando comecei... O amor... Parece que todo o amor que ele me deu está agora em mim... E isso me faz pensar, o quanto o que temos que deixar para o outro. É o amor. Foi o que ele me deixou e o que eu preciso deixar pra cada pessoa que passar por mim.

Ele me deu minha fé de volta. Me deu um esporte. Me deu objetivos pelos quais lutar. Me deu uma visão de futuro. Valores. Me deu mais paciência e compaixão. Sentimentos. Me ensinou o que é a humildade. Princípios.

Me ensinou a comer. Foi ele ir embora e agora só como o necessário.

Todas as coisas que ele criticava, hoje em dia não faço mais. Parece que aprendi a lição um pouco tarde...

E a vida vai ficando assim sem graça, sem suas mensagens pra ler, sem poder cuidar de ti... O mundo anda mais fácil de ver. Mas o mundo anda mais cinza. Tem um buraco no mundo. Esse vácuo é a sua ausência...

E vão sobrando fragmentos... Como esse texto. Retalhos desencontrados em meio à tristeza. Mais um se foi... Mais de quantos mais...? Por mim, de mais nenhum.
E me vem aquela sensação de que esse deve ser o último. E é uma sensação não vai passar, que segue, segue...

Onde estará, estará bem? Do que tenho mais saudade é do seu cuidado. Compromisso.

É muito dizer que você foi a minha base? E agora tenho material pra construir a minha casa, segura das intempéries da vida. Um dom pra carregar, leis pra seguir. Minhas próprias.
Porque ninguém caminha sem bases.

Mas a gente só vê depois. Tarde. O velho "ver tudo transparente depois do fim".

...

Agora que tenho o que mais me faltava aqui dentro, você me falta. De verdade.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"Sabe camila você não é a mulher dos meus sonhos e sim na minha vida inteira :)"

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Falta pouco pro fim...

Meu amor, guardei todo amor do mundo pra você, contigo esperei uma realidade de sonhos e um futuro infinito pela frente, um amor de verdade, alguém que me assumisse e estivesse do meu lado, sempre, sempre, com sua pureza infinita a me dizer o quanto eu valho, o quanto poderíamos ser um casal feliz pra sempre com filhos rodeando nossa casa e você me mostrando a simplicidade da paz...

terça-feira, 28 de junho de 2011

Responsabilidade


Porque a perfeição não basta. O que importa é a integridade.

Ser responsável pelos próprios atos por melhores ou piores que sejam. Assumir-se. Entender o que se passa na mente, no coração. Ser responsável por quem está com você, caminhando junto, ao lado. Ser responsável pelas próprias ideias, por carregar seus próprios valores. Responsabilidade sobre os pensamentos, palavras e ações.


"Para ser grande, sê inteiro; nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa, põe quanto es no mínimo que fazes. Assim, em cada lago, a lua toda brilha porque alta vive"
Fernando Pessoa.


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Black Swan

"The only person standing in your way is you. It’s time to let her go. Lose yourself"

Alguns retalhos meus...

Estava a pensar na minha flor, no dia em que ele me falou sobre se sacrificar...Sobre sacrifício, compromisso, o que é a vida afinal. E porque afinal estamos aqui.

Estava a pensar o que escrever aqui, assim de chofre, depois de tanto tempo. E vi que começar pode ser a qualquer passo. O principal é o recomeço.

E penso nas minhas poucas páginas fichadas, mas já minhas, que me orgulham mesmo podendo ser mais. Elas já são algo, já são muito porque prenunciam o amanhã que já veio. Que já está na minha frente, assim calmo, assim fincado em frente aos meus pés ainda meio tímidos... E volto a pensar na minha flor. Que aos poucos e mansamente também se coloca à minha frente, com seus pés também tímidos a me seguir, ora a me guiar, ora somente a me prever. Assim calmo, assim doce, assim meu.

O amanhã começa a surgir. Com seus retalhos desencontrados. Com meus retalhos começando a se unir. Costuro a vida com linha nova. Talvez mudando conceitos. Talvez revivendo coisas, perdendo pontos. Pontos sem nó. Nós novos. Cores diversas. Luz.

Minha flor cheira bem. Cheiro de mato novo. De cheiro de campo. De perfume de De manhã nós dois deitados na cama nus sentindo o cheiro um do outro. Abraçados. Num abraço que não une somente corpos, também conceitos, também valores, também ideais. Aconchego.

Vida, aconchego, sacrifício, compromisso. Flor, doce. Palavras novas. Pensamentos...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sobre a educação

" Leo: bem, antes você acreditava numa metáfora
agora voce percebe que para as coisas acontecerem
a gente tem de ser a engrenagem.
Movimente-se xD"

domingo, 24 de abril de 2011

A plenitude

"Esse mesmo esforço de 'chegar a ser' é a barreira, porque já levas teu ser contigo. Não necessitas chegar a ser nada; simplesmente realiza quem es, isso é tudo. Realiza quem está oculto dentro de ti." Osho

Temos tanta necessidade de chegarmos a ser algo... E buscamos ajuda nos mais diferentes lugares: religião, livros de auto-ajuda, programas de auto-motivação... A mídia nos obriga a sermos algo, algo com status, algo que nos faz melhores do que os outros... E corremos atrás do sucesso como uma manada ameaçada de morte, pra não ficar pra trás, porque quem está atrás vai morrer... Ansiedade, depressão, pânico, desespero, doenças psicossomáticas, o inferno somos nós no olhar do outro. Temos que ser bem-sucedidos, bem arrumados, bonitos, termos uma carreira brilhante, termos um companheiro perfeito.

E há tanta frustração quando as coisas não saem como planejamos, quando não alcançamos aquele posto, aquela bolsa, aquele sucesso que nos faria sermos mais, que nos faria estarmos no lugar onde merecemos. Eternas angústias e apreensão pelo que não deu certo. E a sensação de sermos menos, porque não alcançamos tanto do mundo que nos cerca. E aí a culpa: não aproveitamos, não nos demos 100%, não crescemos o suficiente. Não fomos. Como não, se sempre somos?

Pergunto-me depois de tantas quedas e depois de me sentir tão abaixo de todos, por que essa necessidade toda de alcançar alguma coisa para o mundo. O que os outros veem de nós, será mesmo isso o que nos define? Então posso dizer que muitos estão abaixo do que seria considerado bom, honesto, o mínimo para viver. Então muitos não são. Mas como não são, se sempre foram?

Quando despertamos, é quando vemos a verdade. E a verdade liberta. Liberta quando enxergamos que o necessário não é buscarmos o incompleto em nós, é quando descobrimos a completude que já e sempre possuímos. É descobrir-nos, a partir da lógica de já sermos inteiros.

Em vez de buscar o que nos falta fora, iniciemos uma viagem para desvendar o que já existe dentro. E aí, realizar o que está oculto, mostrar o melhor em nós, em vez de provar nossa inferioridade buscando sonhos incompletos. É preciso mais valorização, é preciso saber que somos muito, mesmo que para o mundo não alcancemos o mais "valorizado". Somos luz, já antes de tudo...

Não chegamos a ser: já somos. Não buscamos algo que nos faça: já somos feitos. Já levamos nossa luz conosco.

Já temos em nós todos a luz... A plenitude... É só saber descobri-la.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso. " Edward Everett Hale (1823-1909)

terça-feira, 29 de março de 2011

Grandes, pequenos, de pé, de joelhos

Abaixo a reprodução de um e-mail que enviei, sobre uma conversa muito bacana que acabei de ter.
Que tem muito a ver com meu momento atual, e que pode me ajudar a entender muitas coisas:


"os problemas vem de encontro
com a vontade de enfrenta-los
a diferença de estar de joelhos e se lenvar
levantar*
é:
se sentir inferior - se sentir igual
q nem acontece com o preconceito
que faz com que veja as pessoas de joelho de ante dela "



Acho que quando vemos os problemas de longe,
temos a impressão de que somos menores

O simples enfrentar já diminui o tamanho do problema
consideravelmente...

Eu não diria se sentir inferior X igual, mas sim: se sentir
incapaz ou capaz.

Quanto ao preconceito,
acho que já vai por outra linha:
é o caminho oposto, o errado é se sentir acima,
e ver os outros abaixo.

Bem, como sempre o melhor caminho é o do meio,
o do equilibrio ^^ O do ver exatamente quem somos
e do que podemos, diante dos outros e das coisas.

Falando nisso, lembra do texto budista? :)

Beijos


Ps: voltar ao equilíbrio é uma arte de pouco a pouco... ;)

segunda-feira, 21 de março de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

O que te move?

A variedade imensa de possibilidades no mundo de hoje assusta e pode desviar quem se atreve a mergulhar nesse caos. Parecem ser muitos os valores desencontrados, muitas as opções de vida e de existência, mental e espiritual. Somos levados a seguir um ou vários modelos de sucesso sem saber de onde vêm extamente, e pra onde vão nos levar...

Temos o mundo como um grande supermercado, escolhemos, descartamos coisas que não nos servem, vestimos a camisa, a jogamos fora, isso de um ano a outro, de um momento a outro. Parecemos seres ávidos e de um desespero imenso por alguma coisa que realmente nos guie, por uma base que muitos perderam e que era da religião, dos valores mais tradicionais, que hoje são visto no mínimo com extrema desconfiança.

Sem um guia, andando numa estrada como mortos-vivos sem ter pra onde ir, temos muito e muito pouco. Quase tudo e quase nada. Porque eu me pergunto no meio dessa imensidão de possibilidades onde NÓS estamos? O capital entrega um mundo de consumo mas não nos deixa ver-nos. Temos tanto fora e tão pouco dentro. Buscamos tanto construir nossa vida a partir de modelos externos e nos esquecemos de construir nosso interior.

E Até pra nossa alma há elementos de consumo - livros de auto-ajuda existem a rodo por aí- porém siguem sendo elementos externos para satisfazer algo que não é satisfeito de fora para dentro. Nosso crescimento não se resume a uma fagocitose de citações e entendimento lógico de ideias, mas se desenvolve indiferente a tudo lá fora. Independente do que nos é oferecido, é de dentro, a partir do dentro e para dentro que ele cresce, (se desenvolve, tira suas próprias conclusões, estabelece parâmetros de vida, age modificando o mundo que o cerca). Não segue padrões externos. Não tem nada a ver com o que nos é oferecido. É um evento único, um fenômeno bem pessoal. Não há jogada de marketing que consiga alcançar isso.

Posto isso, já que evoluir significa olhar pra dentro e buscar o PRÓPRIO paradigma - que nenhum meio exterior pode nos dar - sigo pensando que, se somos únicos em essência como estabelecer um padrão, algo a nos ater, a nos agarrar, como saber se o que fazemos é certo?

As ações são várias. Os resultados, quase infinitos. Uma coisa leva a outra e assim indefinidamente. Os pensamentos seguem a mesma lógica. E muitas vezes a mesma iniciativa pode ser boa ou ruim. Pode construir ou destruir. Então?

Acho que a primeira pergunta a se fazer é a seguinte: o que nos move? O que nos move a agir de determinada maneira, pensar determinada coisa, ser outra? Se o que nos move é a ganância, o provimento próprio em detrimento dos outros, ou a raiva, ou a preguiça, ou o amor incondicional.

Se o sentimento que nos move é negativo, todo o resultado de coisas vai ser. Se o que nos move é egoista, não adianta o que vai ser feito ou pensado, o resultado será desastroso. Pode não o ser hoje, agora, mas as coisas reberveram no espaço e um dia nos mostram o resultado. Não adiantam belas palavras, se o que nos move é a raiva. Não adiantam boas ações, se o que nos move é vaidade. São eventos que caem no vazio.

Se o que nos move é positivo, todo o resto vai ser. Se o que me move é o amor, posso usar palavras duras ou frustar pessoas, mas esses serão aprendizados indispensáveis para o outro. Se o que me move é a paz, a generosidade, colherei frutos, os outros colherão meus próprios frutos, evoluirei e ajudarei os outros a evoluirem. Se o que me move tem raízes nos meus próprios valores autruistas, nada me será roubado. Mesmo usando uma roupagem não muito amigável, se o que me move é bom, tudo vai ser.

Posso passar noites sem dormir, deixar coisas a fazer, fazer tudo de uma vez, repensar valores, jogar coisas fora, comprar coisas, me desfazer do passado, relembrá-lo, amar, deixar de amar, começar algo, terminar tudo. O que importa, pra início de conversa, é o que me move a fazer tudo isso.

Tudo nasce de nós e morre a partir da gente. Nós construimos o mundo, o nosso e o de todos. Tudo é impermanente como o passar dos séculos, dos minutos, dos segundos. Então, diante de tanto movimento e impermanência, diante de tanta luz e sombra, de tanta dor e alegria, o pano de fundo é o motivo de estarmos aqui. É aquilo que nos move.

O que te move? O que te faz acordar todos os dias, trabalhar, estudar, ter filhos, amar os outros? Sentimentos bons, valores positivos? Ou seguir a mesma orda de mortos-vivos em busca de valores externos, achando que pode encontrar a si mesmo no mundo lá fora?

Conheça-se. saiba quem você é e o que você quer. E o que move teus passos. A partir disso, aí sim, construa a sua vida.

Até.