"Porque eu não sou as coisas e me revolto. Tenho palavras em mim buscando canal, são roucas e duras, irritadas e enérgicas, comprimidas há tanto tempo, perderam o sentido, apenas querem explodir"

domingo, 18 de janeiro de 2009

Dinheiro, dinheiro... e outros temas

É, parece que minha bolsa não vai sair por conta de míseros 7.000 reais, pelo menos... E fico a sonhar com Pamplona com a tristeza e a paz necessárias pra enfrentar uma possível desilusão... Já que pra se ter dinheiro nessa vida é preciso ter mais dinheiro ainda, vou aos poucos concluindo quais as possibilidades da vida e resolvo entrar na dança do vil metal.
Será que alguém me empregaria aí, por uns 1.500 por mês? rs... Faço qualquer coisa que não arranhe meus pouquíssimos princípios. Isso tudo porque faço o que gosto. Imagina se não fizesse...

O sonho acabou e foi substituído por uma realidade dessas implacáveis que nos aparecem. Só tenho medo de endurecer demais, como todos os outros...


No mais, vivo de sonhos, sonhos que se apresentam como uma tarde de verão. Tarde morna e constante. Até quando, não sou capaz de saber. Perco o controle quando quero alcançar o futuro das coisas. Melhor ficar como ele sempre diz, "não se controla a vida"? Ou trazer tudo à tona e deixar que tudo me conforte como num sonho ruim? Escolhas. Difíceis afinal. Passado e futuro se misturam num presente etério, e tento enxergar todos os contornos disso. Ainda são amorfos, como o que vivo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

De tudo um pouco...

Faz tempo que não escrevo... Depois de um trabalho acadêmico não revisto, de um mês de dezembro estressante, de um final de ano esperado e muito comemorado, de um Reveillon tranquilo e cheio de possibilidades, aqui estou. Esse fim de etapa foi longo, estabelecido aos poucos, e confesso que tive um pouco de medo de saber que o próximo ano - este agora - é somente meu e depende somente dos meus atos. Ligeiramente assustador. Pergunto-me se tive a preparação necessária pra enfrentá-lo. Os anos passam e pela primeira vez pude ter uma noção mais madura disso. 22 anos... Não me sinto mais com toda a vida pela frente. Exigências, responsabilidades me chamam. Desafios me prendem à vida. E o tempo é cada vez mais curto... Já não tenho a mesma cara que tinha antes; vejo meus amigos e eles também começam a envelhecer, por dentro, por fora... Os singelos sonhos me abandonam, pouso meus pés no chão, suavemente, e sinto que o mundo se abre com sua realidade, dura e consoladora no final das contas.

O peso que tinha? Tento dosá-lo afinal. Peso demais me impede de andar. É bom de vez em quando estar mais leve. Só o tempo vai me ensinar isso. A experiência passa a ter um lugar importante na minha vida. Errar os mesmos erros já produz maiores estragos que antes. Os passos não podem mais ser feitos sem consciência. Pensar é essencial.

Não sinto saudade do ontem. O hoje é mais aberto, incrivelmente. O real é mais solto. O mundo mais vasto. A vida mais viva.Enfim, sou eu voltando a escrever.

É. É vida que começa.