É, parece que minha bolsa não vai sair por conta de míseros 7.000 reais, pelo menos... E fico a sonhar com Pamplona com a tristeza e a paz necessárias pra enfrentar uma possível desilusão... Já que pra se ter dinheiro nessa vida é preciso ter mais dinheiro ainda, vou aos poucos concluindo quais as possibilidades da vida e resolvo entrar na dança do vil metal.Será que alguém me empregaria aí, por uns 1.500 por mês? rs... Faço qualquer coisa que não arranhe meus pouquíssimos princípios. Isso tudo porque faço o que gosto. Imagina se não fizesse...
O sonho acabou e foi substituído por uma realidade dessas implacáveis que nos aparecem. Só tenho medo de endurecer demais, como todos os outros...
No mais, vivo de sonhos, sonhos que se apresentam como uma tarde de verão. Tarde morna e constante. Até quando, não sou capaz de saber. Perco o controle quando quero alcançar o futuro das coisas. Melhor ficar como ele sempre diz, "não se controla a vida"? Ou trazer tudo à tona e deixar que tudo me conforte como num sonho ruim? Escolhas. Difíceis afinal. Passado e futuro se misturam num presente etério, e tento enxergar todos os contornos disso. Ainda são amorfos, como o que vivo.
