Estava a pensar na minha flor, no dia em que ele me falou sobre se sacrificar...Sobre sacrifício, compromisso, o que é a vida afinal. E porque afinal estamos aqui.
Estava a pensar o que escrever aqui, assim de chofre, depois de tanto tempo. E vi que começar pode ser a qualquer passo. O principal é o recomeço.
E penso nas minhas poucas páginas fichadas, mas já minhas, que me orgulham mesmo podendo ser mais. Elas já são algo, já são muito porque prenunciam o amanhã que já veio. Que já está na minha frente, assim calmo, assim fincado em frente aos meus pés ainda meio tímidos... E volto a pensar na minha flor. Que aos poucos e mansamente também se coloca à minha frente, com seus pés também tímidos a me seguir, ora a me guiar, ora somente a me prever. Assim calmo, assim doce, assim meu.
O amanhã começa a surgir. Com seus retalhos desencontrados. Com meus retalhos começando a se unir. Costuro a vida com linha nova. Talvez mudando conceitos. Talvez revivendo coisas, perdendo pontos. Pontos sem nó. Nós novos. Cores diversas. Luz.
Minha flor cheira bem. Cheiro de mato novo. De cheiro de campo. De perfume de De manhã nós dois deitados na cama nus sentindo o cheiro um do outro. Abraçados. Num abraço que não une somente corpos, também conceitos, também valores, também ideais. Aconchego.
Vida, aconchego, sacrifício, compromisso. Flor, doce. Palavras novas. Pensamentos...