Uma vez me disseram que a escrita é uma forma de desfazer nós, de estar em encontro com o seu ser mais íntimo e poder analisá-lo, entendê-lo e talvez curá-lo. É explicável porque escreve-se tanto, porque eu escrevo. Tenho coisas em mim que não se arranjam simplesmente. Precisam de um meio pra não me arranharem tanto, para serem palpáveis, e portanto parcialmente controláveis. É uma terapia; como minha pintura, o teatro, a arte em si. Uma forma de me explicar, de sair da concha e conseguir ter meu mundo em minha frágeis mãos. Um modo de afastar fantasmas da mente e da alma. Um modo de enxergar as coisas com mais clareza. Um pouco de luz, um pouco de razão. Tão mesclada com sensibilidade.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
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