"Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
são roucas e duras,irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
perderam o sentido, apenas querem explodir"(...)
domingo, 15 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
Será que consigo...
...Manter uma certa constância de textos que não vêm de lugar nenhum - e ao mesmo tempo vêm de mim - e talvez não avancem, talvez avancem, talvez parem onde estão, e postá-los sempre aqui? Vou tentar, como tudo na vida.
Para começar, "Conhecer-se é perigoso":
Sorrateiramente entregava os dedos na muralha da rua pra ver o outro lado. A vida permanecia estranha desde que se havia deixado só. Ao não ver nada além, entrou em casa e voltou ao quarto, velho quarto que o envolvia e o ninava como criança incurável que era. Fechou a porta. E entrou num mundo incomensurável, de portões estranhos que o arrastavam a alamedas estreitas que o instigavam a seguir em frente, sempre em busca de uma verdade insondável que não o perseguia, mas que porém o perseguia de qualquer modo. Angústia. "Intentativa" de agir de qualquer jeito, qualquer coisa, qualquer caminho para tirá-lo do inferno em que se encontrava, ali, inerte, agora deitado de costas no chão, prevendo o mundo que não via, entregue às inconstâncias de si próprio. Conhecer-se é perigoso...
Para começar, "Conhecer-se é perigoso":
Sorrateiramente entregava os dedos na muralha da rua pra ver o outro lado. A vida permanecia estranha desde que se havia deixado só. Ao não ver nada além, entrou em casa e voltou ao quarto, velho quarto que o envolvia e o ninava como criança incurável que era. Fechou a porta. E entrou num mundo incomensurável, de portões estranhos que o arrastavam a alamedas estreitas que o instigavam a seguir em frente, sempre em busca de uma verdade insondável que não o perseguia, mas que porém o perseguia de qualquer modo. Angústia. "Intentativa" de agir de qualquer jeito, qualquer coisa, qualquer caminho para tirá-lo do inferno em que se encontrava, ali, inerte, agora deitado de costas no chão, prevendo o mundo que não via, entregue às inconstâncias de si próprio. Conhecer-se é perigoso...
Estou de volta! (E sobre um certo cansaço...)
Estou de volta! É talvez a melhor notícia dessa última era de vida. Estar de volta é como a oportunidade de fazer tudo limpo de novo. E tudo pela imensidão de ter reconhecido minha pequenez. É, enfrentar faz parte. E agora caminho eu e meus defeitos, eu e minhas fraquezas. Preciso mantê-las ao meu lado, pra que não saiam do meu controle. Talvez uma chavinha grudada no meu peito, um bilhetinho que abra as portas do armário em que agora estão trancadas. São cuidadas e recordadas todos os dias. Regadas pra crescerem somente até aquilo que considero mais adequado. O início é mais difícil. Partes delas insistem em sair e tomar conta do meu quarto inteiro. Mas não há jeitinho que não se aprenda. Nem problema que não se resolva. Me aguardem bem. Porque agora tenho defeitos pra mostrar. (Mas ando com a calma dos conscientes, não se enganem. Com a serenidade daqueles que sabem que não podem cantar vitória antes do tempo. O caminho ainda nem existe, pois...)
Já com muita falta dos meus olhos verdes...
E sobre um certo cansaço...
Cansada de esperar. De ler manuais e gurus, à espera de um conselho ideal, que revele uma possível idealidade e caráter derradeiro das coisas. Cansada de sentimentos desgastantes, de me arrastar à custa de comunicações vazias, de esperar o que sei que nunca foi esperável. Cansada de atirar no escuro e crer e que somente isso é o mais certo. Cansada de tentar precisar o lógico. Que quando menos esperar estarei com ele comigo. Ou só. Tanto faz o quê. Conquanto que seja em paz.
"Só peço a Deus um pouco de calma. O resto sei buscar."
Já com muita falta dos meus olhos verdes...
E sobre um certo cansaço...
Cansada de esperar. De ler manuais e gurus, à espera de um conselho ideal, que revele uma possível idealidade e caráter derradeiro das coisas. Cansada de sentimentos desgastantes, de me arrastar à custa de comunicações vazias, de esperar o que sei que nunca foi esperável. Cansada de atirar no escuro e crer e que somente isso é o mais certo. Cansada de tentar precisar o lógico. Que quando menos esperar estarei com ele comigo. Ou só. Tanto faz o quê. Conquanto que seja em paz.
"Só peço a Deus um pouco de calma. O resto sei buscar."
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