Eu sempre amei o conhecimento... Desde criança... meus sonhos sempre estiveram ligados a uma biblioteca imensa com vários livros espalhados pelas estantes...
A escolha pela vida acadêmica foi algo que se deu automaticamente então. Sem medo do que iria encontrar, quase que instintivamente defini que seria o melhor pra mim... Fui abençoada pelas minhas próprias escolhas e o que senti, fiz. O que me parecia mais brilhante aos meus olhos.
Foi aí que encontrei um mundo de aparências que não correspondia com a pureza dos meus pensamentos... Fui entrando aos poucos em uma realidade que me pedia quase gentilmente para me aprumar e me arrumar de acordo e ter as palavras certas e aprender a fazer pose e olhar de conteúdo e vistas de prova e ter as respostas sempre prontas e não mostrar hesitação. Nunca. Nunca havia visto algo que me puxasse tão tristemente pra'quilo que não era meu. E fui me perdendo então.
Fui me adaptando enquanto pude e enquanto pude aguentei, encostada em minha insegurança que florescia a cada gesto. À minha hesitação, e meu conhecimento ia morrendo... Não possuía a mesma capacidade de raciocinar e meus pensamentos iam numa escala decrescente... E me fui pega duvidando de toda a luz que me foi dada. É que as aparências não permitem a essência. Uma existe no lugar da outra. O que deveria dizer, o que sentir, como me comportar, que métodos usar, que palavras escrever, que ideias abandonar, que outras introjetar, que cara fazer, que olhar disfarçar, o que ser? Eu via um mundo de poses prontas e precisava fazer igual, melhor que o outros, melhor que eu mesma. Eu via máscaras postas e precisava me concentrar, pintar a minha, com cores fortes, botar na cara e não deixar cair. E não deixar mostrar. E não mostrar-me.
Mas a arte não é transbordamento?
...
Antes que morresse por completo, resolvi sentir...
E o que estava dentro não me permitiu fingir mais.
Não fui feita pra este lugar. Porque este lugar não foi feito pra isso: ser e parecer não são o mesmo. A vida não permite falta de vida. A experiência deve ser completa afinal. Por que não se permitir viver? Por que se esconder em uma capa de falsas promessas? Por que não ser si mesmo? Por que não se deixar tocar pelo inefável?
Não fui feita pra este lugar. Porque eu fui feita pra o que este lugar de fato é. De conhecimento verdadeiro, de ajuda mútua, de horas de estudo e esforço profundos. De olhares verdadeiros, sem máscaras ou medos. Da coragem de não parecer ridículo. Da coragem de defender o que se pretende. Da coragem de mostrar o que se é.
Já vi tantos serem aplaudidos... E o aplauso não é o que quero. Já vi tantos serem vaiados. E a vaia não é o que eu preciso. Se eu conseguir a total plenitude dos sentidos unidos ao pensamento, em busca de teorias e indefinições definidas que façam sentido, o aplauso e a vaias vão valer o mesmo. O que me move está aqui dentro. Não está na aprovação dos outros, nem na vista de alguém influente. O que move me moveu desde sempre. E irá continuar assim, enquanto eu não me deixar levar pelo falso brilho ou querer buscar o falso elogio.
Então fiquei tranquila, e fiquei em paz com o mundo.
Porque agora eu assumo o que eu sei...
Porque agora que sei que não pertenço a isso, posso vivê-lo plenamente.
Consigo sentir tudo agora. Estudo e entrego minha alma a tudo. Faço tudo.... Só não faço pose.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Decisiones
Una vez me dijeron que los sueños eran una cosa que se podría encontrar y disfrutar facilmente... Como un trozo de medialuna que se llena de miel porque se prefiere; o se puede comer otra cosa dulce según las opciones que se presentan en una vitrina de moda, de pastelería o de armazén. Pero lo que se me presenta hoy son solamente decisiones del orden del difícil, que casi no dejan margen a los sueños placenteros... Una cosa da lugar a la otra, no se puede tener todo. La medialuna no se puede disfrutarla entera, ¿se puede disfrutarla entonces? La realidad me impone unos sacrificios para retomar el equilibrio de las cosas; lo dificil es entender cual sería la más correcta senda, en donde meterme, ¿qué hacer si todo me escapa? Dudas. Angústias. Miedos de dejar irse. Paradas y paradas. Necesito pensar.
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