Agora entendo porque você tinha um blog...
A minha angústia só se vence com a escrita. Espero ter encontrado um modo certo de expurgar os meus demônios... É só porque a vida está ganhando um ar rançoso desde que os seus olhos sem brilho voltaram pra mim...
Se não quer, por que veio? Veio somar à soma dos meus dias um pouco mais de pó, veio me revelar nos seus pedidos súplicas de culpa em meio aos meus versos. Não sei o que pensar. Menos ainda agora... Menos ainda depois de ter um vislumbre do início, todas aquelas mensagens que
me fazem ver o quanto perdi... O quanto nos perdermos em sujeira e escuridão...
"O que mais me chamou a atenção foi a sua dedicação." Ainda guardo o seu texto, resquícios de algo que já se foi... Delicadamente, o mundo dá as suas voltas em torno do novo, não mais tão belo, olhar das coisas. E eu vejo você, eu me vejo e me sinto tão só, tão somente eu, faço projetos sem a sua presença, caio e me leva
nto sem a sua acolhida. Sinto a culpa em meus nervos, erros que não consigo consertar, erros que se adicionam a erros que se encostam em erros que se justificam em outros erros...Cansaço.

E ainda sim estou aí. Tento me justificar, remendar o que nem sei se tem remendo, tento aliviar os pesos nossos, tento ser diferente cantando a mesma nota... Tento. Não faço. Não sei se devo. Não sei o que devo. Não sei se quero afinal.
"Minha alma anseia o transbordar de sentimentos, aquele que produz a expressão suficiente para escrever meus textos. Faz muito tempo... Muitas horas desperdiçadas. Muitos desencontros em mim para os meus eus. Muito vazio desdobrado. E agora destruído, já que já é de conhecimento meu."
Talvez precise destruir para criar o novo. Esvaziar tudo... Até só restar o que presta. E a partir do vazio e da pouca luz, recriar o que já existe e que não se revela. A alvorada das coisas... Anseio a alvorada do novo...
E o novo com a sua presença. O voo que nos
dê enfim a liberdade de sentir...