
Há quanto tempo não escrevo? Escrever faz com que eu fique mais próxima de mim. Escrever portanto acaba virando uma necessidade imensa nesses dias corridos. Porque nesses dias a pessoa em que menos penso sou eu, preocupada demais com os meus alunos, que são minhas razões de vida. Trabalho, estudo, a mente sempre voltada na recepção do outro, tanto que me esqueço da minha recepção com relação à minha própria vida. Até que ponto será que estou satisfeita? Até que ponto estamos? Será que nunca saberemos o que nos aguarda para além do infinito? Para além do interminável e sempre alimentado futuro? Penso e realmente não alcanço. Não quer dizer que eu não sinta, claramente. Claramente sinto e abarco a vida inteira... Os nossos pequenos projetinhos, os nossos sonhos megalomaníacos, são todos formados pela mesma essência etéria que nos forma e nos transforma. E é ela que me toma inteira, neste momento. E ela que nos permite enxergar pra além do que podemos concluir – existe conclusão pra algo nesse mundo? Caminhar, caminhar sem descanso... sei que a estrada é a eternidade, e a energia que carrego é prova disso. Talvez a medida certa não seja pra onde, onde pretendemos chegar – porque no fundo não chegamos, caminhamos sempre. A medida é saber como, e esse modo irá nos acompanhar pro resto. Da existência inteira e eterna.
“Nascer, morrer, renascer, evoluir sempre. Essa é a lei”
