segunda-feira, 25 de maio de 2009
...
No meio de uma leve crise de pânico, tentando ficar no controle da situação em que me encontro, resolvi escrever. Instalada entre a agudez do meu sentimento e a esperança de dias melhores, espero, e talvez a escrita seja um alívio. No mais vou buscando. Meus dias seguem com beleza e dor, simultaneamente. A ansiedade me toma sempre, a ansiedade me toma nesse momento... Mas continuo seguindo. Desistir nem posso mais. Só tenho a escolha de ir em frente... Sempre caminhando, sem descanso... Só quem sente sabe o que é a sensação de ter seus nervos esmagados e ainda estar vivo. Tudo por conta dos estudos que não consigo seguir. Um simples trabalho me paraliza. Simples leituras. A paralizia dos meus nervos me alucina. Meus trabalhos, meus textos se acumulam. Faculdade. Estudos. O sonho de um projeto. O obstáculo de uma dor que me acompanha desde sempre. Covardia. Medo. Desespero. Dor, dor e dor é o única coisa que enxergo quando passo por isso. Tentativa de concentração. Frustada. Escondo-me no meio desse turbilhão. Como uma criança com medo - tem alguém aí pra me ajudar? Minha respiração fica curta, os nós dos nervos dos meus braços doem, doem. Tento estabelecer meu contato com a vida, estou muito longe de mim. Longe... Calma, o perigo vai passar, vai passar...
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Pagu
É. Esse é o tempo de mudanças. Há uns dias atrás, quando vi partes de um filme sobre Pagu - não lembro o nome nem o ano, mas é um filme famoso sobre ela - me veio a vontade de voltar a escrever. Como quando fazia com regularidade, há uns anos atrás. Porque o filme era todo entremeado por pensamentos da própria protagonista, e assim fiquei com vontade de fazer o mesmo, pra poder reencontrar fios de meada perdidos...
A vontade de "voltar a si" nunca esteve tão forte em mim. Porque nesses tempos loucos, a única coisa que me resta sou eu mesma, e se não estiver em mim nada mais vai estar. Por isso escrevo. Por isso tantos escrevem, na busca de si mesmos... Mesmo com um texto que sei que poderia ser bem melhor - falta de prática, espero! - volto aos poucos com a certeza de estar começando um caminho bem mais bonito. O que quero é transcender. Não para sair de mim, mas pelo contrário, reencontrar-me.
Acabei de escrever minha "confissão". Coisas que se fazem depois do fim de um relacionamento complicado. Agora sim as coisas estão claras. E agora sim começo a ver o que me falta, o que na época nos faltava. Não sei se envio ou não. Até que ponto minhas conclusões sobre o nosso fim são somente minhas ou também pertencem a ele? Enfim. Isso vou decidir com o tempo. O tempo que começa a me ser tão precioso.
Um a infecção e uma febre me obrigaram a desacelerar. Foi bom pra pensar sobre muitas coisas - vida, ele, eu, trabalho, estudo. Alguns pensamentos bem pessimistas. Outros mais utópicos. Que levaram a conclusões reveladoras. Começo a realmente enxergar uns pontos: que não sou totalmente culpada por tudo, que nem tudo é assim tão dramático, e mesmo sendo, no fundo não é assim tão preocupante. Que nossa raiva só vai tornar o mundo um pouco mais chato. Caminho cada vez mais leve. E a entrega, que tanto me custa, se define em contornos mais nítidos. Depois do nosso fim. E o que me faltou foi segurança! E entrega... E um pouco mais de amor...
Minha escrita ainda está bem torta. É que são mais confissões do que propriamente poesia. Primeiro preciso me desafogar. Quando estiver realmente mais vazia de tudo, acho que a literatura pode começar a surgir em mim. Até a próxima...
(E te amo, viu? Muito mesmo.)
A vontade de "voltar a si" nunca esteve tão forte em mim. Porque nesses tempos loucos, a única coisa que me resta sou eu mesma, e se não estiver em mim nada mais vai estar. Por isso escrevo. Por isso tantos escrevem, na busca de si mesmos... Mesmo com um texto que sei que poderia ser bem melhor - falta de prática, espero! - volto aos poucos com a certeza de estar começando um caminho bem mais bonito. O que quero é transcender. Não para sair de mim, mas pelo contrário, reencontrar-me.
Acabei de escrever minha "confissão". Coisas que se fazem depois do fim de um relacionamento complicado. Agora sim as coisas estão claras. E agora sim começo a ver o que me falta, o que na época nos faltava. Não sei se envio ou não. Até que ponto minhas conclusões sobre o nosso fim são somente minhas ou também pertencem a ele? Enfim. Isso vou decidir com o tempo. O tempo que começa a me ser tão precioso.
Um a infecção e uma febre me obrigaram a desacelerar. Foi bom pra pensar sobre muitas coisas - vida, ele, eu, trabalho, estudo. Alguns pensamentos bem pessimistas. Outros mais utópicos. Que levaram a conclusões reveladoras. Começo a realmente enxergar uns pontos: que não sou totalmente culpada por tudo, que nem tudo é assim tão dramático, e mesmo sendo, no fundo não é assim tão preocupante. Que nossa raiva só vai tornar o mundo um pouco mais chato. Caminho cada vez mais leve. E a entrega, que tanto me custa, se define em contornos mais nítidos. Depois do nosso fim. E o que me faltou foi segurança! E entrega... E um pouco mais de amor...
Minha escrita ainda está bem torta. É que são mais confissões do que propriamente poesia. Primeiro preciso me desafogar. Quando estiver realmente mais vazia de tudo, acho que a literatura pode começar a surgir em mim. Até a próxima...
(E te amo, viu? Muito mesmo.)
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