"Porque eu não sou as coisas e me revolto. Tenho palavras em mim buscando canal, são roucas e duras, irritadas e enérgicas, comprimidas há tanto tempo, perderam o sentido, apenas querem explodir"

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Fantasmas

Possuo uma doença incurável e cheia de esteriótipos, que descobri há pouco...
Tive três baques afetivos em 6 meses, dois deles com a mesma pessoa...
Um deles que me passou a doença...
Tenho trabalho atrasado, faltas excessivas...
Tenho estudos atrasados, mestrado parado...
Um apartamento novo postergando a moradia...
Atividades físicas paradas e o começo de um aumento de peso...
Desânimo, dias desperdiçados, tristeza, revolta...
Dinheiro não controlado, risco de gastos acima da capacidade...
Amigos deixados, aparência deixada...
Religião deixada...
Vazio, falta de esperança no futuro...
Uma vida despedaçada...
Penumbra.

Sou uma ferida aberta e às vezes minha única vontade é a de ferir. O outro. Eu mesma. Sou a sombra do que fui, sou a dor gritando de todos os meus poros... Queria poder atingir a sua alma de forma irreversível. Arrasto-me na borda do abismo. Cato com calma os últimos poucos pedaços saudáveis de mim. Meus braços estão cansados. Minhas pernas não andam mais. Cortejo a insanidade. Ela já me espreita com olhos curiosos e cheios de malícia. Estou no ponto. Quase o caos. 


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