...Manter uma certa constância de textos que não vêm de lugar nenhum - e ao mesmo tempo vêm de mim - e talvez não avancem, talvez avancem, talvez parem onde estão, e postá-los sempre aqui? Vou tentar, como tudo na vida.
Para começar, "Conhecer-se é perigoso":
Sorrateiramente entregava os dedos na muralha da rua pra ver o outro lado. A vida permanecia estranha desde que se havia deixado só. Ao não ver nada além, entrou em casa e voltou ao quarto, velho quarto que o envolvia e o ninava como criança incurável que era. Fechou a porta. E entrou num mundo incomensurável, de portões estranhos que o arrastavam a alamedas estreitas que o instigavam a seguir em frente, sempre em busca de uma verdade insondável que não o perseguia, mas que porém o perseguia de qualquer modo. Angústia. "Intentativa" de agir de qualquer jeito, qualquer coisa, qualquer caminho para tirá-lo do inferno em que se encontrava, ali, inerte, agora deitado de costas no chão, prevendo o mundo que não via, entregue às inconstâncias de si próprio. Conhecer-se é perigoso...
sábado, 14 de novembro de 2009
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